Quarta-feira, Janeiro 10, 2007

Ano Novo Problemas Antigos, Antigos, Antigos, Antigos...

Olaaaaaaaaaaaah!
Tudo bem? Ó! O primeiro post do ano e começa cheio de clichês... E acho que vêm mais pela frente...
Bem, como bom brasileiro, em uma boa família tupiniquim (mesmo que tenhamos os olhos um pouco puxados...) a televisão estava ligada na infalível (eterna/entediante/malenta/chata/blá,blá,blá/blá,blá,blá/blá,blá,blá) novela das 8 (o que também é sem sentido, pois não começa as 8).
Enfim, a moda desta novela e sempre terminar com capítulos das “Páginas da Vida” de pessoas comuns, como todo mundo deve saber (e que, para mim, é a parte mais interessante de todo este tempo disponível e energia jogados fora).
A maioria destes depoimentos dizem respeito a problemas familiares e violência, sendo este último um dos maiores clichês das últimas décadas para este país, mas que infelizmente nunca sai de pauta. Juro que este também é um dos maiores motivos para que eu tenha um certo desgosto (desde pequenino) pelo tão amado – por outros – País Tropical (juntando a incivilidade/selvageria do povo, sua porquice, elevado grau de estress, o individualismo exacerbado – talvez uma condição do ser humano desta geração – etc, etc, etc).
Será que essa violência toda não tem mais jeito? Porque o que vemos é que a situação piora a cada momento, a cada dia que passa e a cada casa que não vê mais um de seus filhos.
Eu sei, eu sei... Só posso dizer isto porque estou sentadinho, confortavelmente numa cadeirinha de classe média... Bah!
Não é bem assim que as coisas funcionam!
Quem me conheceu nos meus melhores tempos, sabe que eu quis, e continuo querendo (e apanhando muito por causa disso) mudar o mundo! Acho que esta é uma das minhas maiores metas para a vida... Não sei como ainda, assim como a maioria das pessoas que se sentem presas dentro de suas próprias casas!
E, acreditem, não apenas por achar a Violência um assunto démodé, ultrapassado, mas por estarmos cansados mesmo! Acho que escuto sobre isso, mesmo que em menor escala, desde que era criancinha...
Algo precisa ser feito! E não pensem que adianta alguma coisa ficar reclamando que o Estado demora muito para tomar atitudes, apenas esperando sentados confortáveis em seus sofás.
Primeiro porque quem faz (ou deveria fazer) o Estado funcionar somos nós, os cidadãos. Segundo porque os grandes prejudicados desta história somos nós, os cidadãos, que estamos a um passo de perdermos os nossos mais simples direitos, como o de ir e vir. E Terceiro, quem não gostaria de poder andar nas ruas em paz, sem qualquer tipo de neuroses quanto a pessoa caminhando ao lado (será que ela vai me assaltar? / que pessoa mais estranha, tenho que andar mais depressa...)?
Eu, sinceramente, não consigo viver assim pelo resto da minha vida!

Vou cair e quebrar a minha cara muitas vezes ainda, mas TENHO que mudar o mundo de alguma forma!

Hugo



E, durante a sua verborragia, voaram clichês, frases de efeito para todos os lados...